É o nome da loja e o preço de todos os seus produtos. Vi por acaso, indo à praia num final de semana desses. Fica no bairro São Conrado, bem na avenida Heráclito Rollemberg, à beira da pista. Apertadinha toda, só deve caber uns dois clientes por vez, senão congestiona. Isso porque os manequins ainda ficam do lado de fora, plantados na calçada.É uma daquelas lojas onde você entra mais pelo preço que por qualquer outra coisa. Ali não precisa levar algo de que se tenha gostado, basta o que menos não lhe agrade – com um preço desses, sempre tem o que se aproveite.
Era assim que funcionava com as quase extintas R$1,99, que tanto se via no Centro de Aracaju e outras capitais. Era tudo made in China, Taiwan e Hong Kong. Na época até mexeu um pouco com aquela conversinha de que tudo que é barato e falseta vem do Paraguai. Globalizou a piada.
Mas na R$5,98 só tem roupa. Uma cueca está para uma blusa assim como para um short ou calça jeans. No shopping não se tem muito que fazer com R$100 no bolso. Certamente é levar um pouco, escolhido dentre um pouco um pouquinho maior. Na R$5,98 é levar um monte,escolhido dentre tudo que se vê nas araras e prateleiras.
Só não vale é aderir àquela velha campanha antibalinhas e afins. É que a moedinha de hum centavo nem existe mais né. A de dois então, nunca existiu. Se o cliente for chato e exigir o troco, é bronca na certa. Na prática o preço é R$6.
E por que não pôr logo R$6? Primeiro que o cinco é mais atrativo, mas talvez a explicação esteja na concorrência. Distante dali, na rua Nestor Sampaio, já pertinho da avenida Augusto Franco, tem a ‘Ponto 6’. A lógica é a mesminha: loja de roupas com o nome igual ao preço dos produtos. Só que é mais cara.


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